GÁLATAS

 

Lição 7

Texto Básico: Gálatas 4:12-20

Leitura Devocional: Salmo 48

 

Paulo Apela aos Sentimentos – 4:12-20.

Se antes, Paulo tinha apresentado uma censura violenta e dura, agora ele torna-se bem mais manso, já não usa as palavras duras dos capítulos 1 e 2, agora apela às afeiçoes e às memórias sagradas do passado, nada de doutrinas neste parágrafo. Nestes apelos, Paulo dirige os pensamentos para os contrastes motivadores.

Se os crente gálatas estavam dispostos a avaliar as mensagens alternativas da liberdade e do legalismo, em termos de motivos de seus respectivos proponentes

religiosos , Paulo tinha outra base de apelo. O apostolo solicita que considerem a questão de seu ponto de vista, visto que tinham considerado do ponto de vista dos judaizantes.

PREGOU EM FRAQUEZA E ENFERMIDADE. Versículo 13.

Foi por causa de alguma enfermidade física que Paulo acabou pregando ao gálatas. Segundo Ramsay, a “enfermidade na carne” do apostolo seria a mesma coisa de II Corintios 12:7 e isso corresponderia a um ataque de malaria que lhe sobreveio quando andou pregando em Perge, na Panfília (Atos 13:13), lugar baixo e muito pantanoso e em conseqüência dessa enfermidade, Paulo partiu para o norte procurando o ar puro das montanhas. Outras possibilidades de suas  enfermidades poderiam ser ataques de epilepsia ou ainda problemas de visão, no entanto, não se sabe com certeza qual seria essa enfermidade. A primeira vez ou durante a sua anterior visita, talvez na  viagem anterior à de retorno (Atos 14:21-24). A tradução mais clara para o versículo 14 seria: “Aquilo que vos foi uma tentação em minha carne”. Parece que havia algum sintoma, em conexão com a doença, que o tornava em espetáculo humilhante para eles e isso o que é  quase certo, tentou os gálatas a receberem a pregação de Paulo, a reação no entanto tinha sido muito diferente disso!

Desprezo. Versículo 14. Literalmente, “cuspistes fora”. Vamos observar que foi justamente ao sul da Galácia que Paulo e Barnabé foram julgados como divindades pagãs ( Atos 14:12).

Arrancar os olhos. Versículo 15. Este versículo tem sido usado para apoiar a teoria de que a enfermidade de Paulo seria de fato uma deficiência visual. Poderá ser uma linguagem meramente simbólica, como também pode ser a realidade.

Os que vos obsequiam. Versículo 17. Aqueles que vos dão importância não são sinceros, bajulam com segundas intenções, querem afastar-vos de mim, querem trancar-vos em cela isolada e fora da Igreja do Senhor. Ao insistirem no rito da circuncisão, os falsos mestres estavam na verdade isolando os gálatas de Cristo.(5:4) E ainda estavam esses falsos mestres tentando desviar o zelo do gálatas para eles, a fim de se tornarem mais importantes do que Paulo ou mesmo Cristo.

Atenção. Versículo 18. Paulo não está se queixando da atenção que os falsos mestres estavam dedicando aos gálatas, se a mesma fosse bem intencionada, porém Paulo também queria e apelava mesmo, que os gálatas lhe dedicassem afeto e que este afeto fosse tão efusivo como quando havia estado com eles.

Meus Filhos. Versículo 19. De um momento para o outro, Paulo faz uma explosiva demonstração de afeto. Essa é a única vez em todos os seus escritos que enfatiza tanto o seu amor por uma comunidade, João comumente usa dessas afirmações nos seus escritos, mas Paulo é mais prático, só neste episodio é que ele apela para os sentimentos. Paulo esclarece que o amor dos gálatas era mais devido a ele Paulo do que aos outros, pois os gálatas lhe deviam a nova vida em Cristo. Cf. I Corintios 4:15. Os gálatas estavam correndo grande perigo espiritual e Paulo sentia-se angustiado por isso. Cristo Formado em Vós, a finalidade do novo nascimento no cristão é fazer com que o caráter e a nova vida se desenvolvam e cresçam cada vez mais até a estatura da varonilidade do Mestre, cf. Efésios 4:13. Agora é hora de perguntarmos: Será que as novas doutrinas e ensinamentos que lhes estavam sendo ministradas pelos judaizantes eram úteis para o crescimento espiritual dos gálatas?

Perplexidade. Versículo 20. Se ao menos eu e vós pudéssemos estar frente a frente, não chegaríamos de imediato a uma solução? E não andaríamos no mesmo trilho? Todavia, em razão desta ausência e pela ansiedade de Paulo em deixar tudo muito bem claro, ele, Paulo acha-se perplexo  pela atitude dos gálatas.

Apelo de Paulo à Inteligência. 4:21-31. No final deste capitulo, Paulo apela à inteligência dos gálatas citando o livro de Gênesis Capítulos 16 e 21:1-21, dizendo: “Está escrito”. Dirigindo-se  em especial aos judaizantes que diziam conhecer os preceitos mosaicos e pretendiam continuar debaixo do seu jugo e em assim sendo, estavam capacitados para entender a lição extraída dos livros de Moises, que Paulo lhes ensina.

Os Dois Filhos – Versículo 22. Paulo traça um paralelo com os cristãos da Galácia, que ainda aguardam a salvação mediante a observação da lei mosaica acrescentada à fé em Jesus. Como Abraão teve a pretensão de garantir a benção que Deus lhe havia prometido através de uma união carnal com a escrava Agar, em acréscimo à sua legitima esposa, Sara, e, no entanto o verdadeiro herdeiro não  foi o filho da escrava, mas sim, o da livre, tendo sido o primeiro, isto é, o primogênito de Abraão rejeitado, e escolhido o segundo filho, o da livre. Logo, os verdadeiros de Deus, são aqueles que confia, somente em Jesus Cristo, sem a ajuda da lei. A herança prometida, só é recebida mediante a fé e nada mais! O versículo 23 nos dá a exata colocação da lei e da fé: “O que era da escrava nasceu segundo a carne, mas, o que era da livre, por promessa”.

Porque estes… são. Versículo 24. Isto é, representam ou tipificam algo. São dois concertos e nos lembram que um é da lei, da dificuldade ou mesmo da impossibilidade; o outro é da promessa, sem nada fazer, sem nada procurar e tudo receber (Mateus 26:28). Quem se apega ao concerto da lei gera para a escravidão!

Agar é Sinai, na Arábia. Versículo 25.Quer dizer. “Na terra dos escravos, os quais descendem de Agar” e corresponde a dizer “pertence a uma mesma categoria”. Jerusalém estava em escravidão, sob a tutela romana e espiritualmente e também era escrava do pecado, não tendo a liberdade que Jesus lhe havia ofertado.

A qual é nossa mãe. Versículo 26. A Jerusalém eternal, ou no dizer do exilado de Patmos: “A Nova Jerusalém”, é a cidade da qual fazem parte todos os verdadeiros cristãos, e a cidade não está debaixo da servidão da lei, e todos os seus cidadãos sustentam as liberdades garantidas por Jesus Cristo (João 8:32 e 36).

Alegra-te ó estéril. Versículo 27. Esta passagem é uma citação direta do livro de Isaias 54:1, onde o profeta usa a imagem de uma esposa que foi rejeitada por longos anos, mas que foi novamente aceita  por seu marido e agora passa a conceber muitos filhos. Neste ponto, Paulo traça uma comparação entre Sara e Agar -  a primeira era estéril, mas Deus promete e cumpre suas promessas e nela, Sara, serão benditas todas as famílias da terra. A profecia de Isaias está se cumprindo espiritualmente no alcance que o Evangelho tem em relação aos gentios, chamando-os à Igreja de Deus.

Lança fora a Escrava. Versículo 30. A expulsão de Ismael e sua mãe Agar do teto de Abraão é uma penosa condenação daqueles que procuram um lugar tanto para a escravidão  da lei como para a liberdade que há em Cristo. Não pode haver conluio entre o legalismo e a liberdade cristã. Só os verdadeiros filhos de Abraão herdam as promessas da fé. De quem somos filhos? de Agar? De Sar? Veja o conselho que Paulo dá no capitulo 5:1 e conclua você mesmo de quem é filho! O risco de cair da graça que rondava os gálatas é o mesmo ainda hoje, que ronda as Igrejas cristãs, caírem no legalismo apresentado por algumas seitas farisaicas impondo uma serie de hábitos, costumes e doutrinas humanas, embora muitas vezes com aparência boa. O lobo veste a pelo da ovelha, parece ovelha! Mas, é lobo voraz!

Somos Filhos. Versículo 30. Este versículo é um sumario de todo o parágrafo e é um elemento de ligação com o Capitulo 5. Observemos a ênfase posta neste trecho, quando Paulo em apenas alguns versículos usa cinco vezes a palavra LIVRE e outras vezes, Paulo usa palavras paralelas ou mesmo palavras opostas, com a finalidade de enfatizar a nossa liberdade em Cristo. Somos filhos da livre e não da escrava, portanto devemos repudiar a escravidão à lei e viver a liberdade do Espírito Santo.

O desafio à experiência pessoal dos gálatas impulsionou-os a reconsiderar seu relacionamento com Deus  e em conseqüência, uma reavaliação do atual estado de coisas. Com o pano de fundo das Sagradas Escrituras e contando com fatos históricos do povo de Israel narrados nas mesmas, os gálatas deveriam entender que a justificação pela fé é anterior à própria lei e está firmada como verdade inconteste. Acrescente-se ainda que promete bênçãos grandiosas aos crentes como indivíduos que queiram tomar seu lugar de herdeiros do Pai e que tem agora o direito de requerer para si as bênçãos de Deus, o que não lhe poderia ser dado por meio da lei. Deixar a graça e retornar ao legalismo, não seria andar à frente, mas, seria antes uma volta aos cultos pagãos e idolatras, com uma relação enorme de cerimônias e rituais sem valor pratico e real. Os judaizantes não estavam interessados em levar alguém a Cristo, o que eles mais desejavam era aumentar o numero de seus adeptos e por bazófia apresentar a sua seita  como a mais numerosa ou mesmo, como a melhor de todas.

Os gálatas viam-se diante de um grande dilema, de uma opção difícil de fazer, isto é, escolher entre a LIBERDADE de Cristo ou a ESCRAVIDÃO da lei e até onde podemos entender, Paulo esforçou-se na ocasião, para deixar bem clara a situação e esclarece-os, não impôs nada, a tomarem a decisão certa.

 

Versículo Para a classe responder à chamada: “Para resgatar os que estavam sob a lei, a fim de que recebêssemos a adoção de filhos” Gal.4:5

 

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Rev. Amândio Pereira da Silva.

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